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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Uma torta para viagem

Mundo das Tribos

Entre outras coisas que nós mulheres (marido hello?) temos que lidar na hora de sair pra viajar - mala, check list, zerar as roupas pra lavar, passar etc - tem também o "esvaziar a geladeira". E essa torta é uma beleza pois é aquela torta que você vai fazer com o que tiver sobrando - pra não jogar tudo fora! Fiz no começo da semana e foi nosso lanchinho da noite. Nutritivo, saudável e super fácil.



Com essa receitinha deixo besitos pra vocês... saindo de férias para Buenos Aires, volto daqui a 10 dias com muitas fotinhos e histórias da terra de nuestros hermanos!

Uma torta para viagem

Ingredientes:

Massa
3/4 de xícara (180ml) de óleo - usei de soja
3 ovos grandes, orgâncicos
3 xíc. (720ml) de leite
1/2 xíc. de queijo parmesão ralado fresco
2 xíc. (280g) de farinha de trigo
1 c. (sopa) cheia, de fermento em pó
Sal a gosto

Recheio
Aqui vale o que tiver sobrando na geladeira- eu usei:
3 ovos grandes, orgânicos
1 lata de seleta de legumes (cenoura, ervilha e vagem), 
2 peitos de frango
1 linguiça
2 salsichas
Sobras de frios (presunto de muzzarella)
Uvas passas
1/2 cebola picada
1/2 xíc. de molho de tomate para dar a liga
 Um fio de azeite

Método:

- Unte uma assadeira retangular grande (40x30cm) com óleo e farinha. Pré aqueça o forno em 250°C.

1. Comece pelo recheio: cozinhe três ovos em uma panelinha com água. Espere esfriar, descasque, pique em fatias (com aqueles cortadores de ovos) e reserve para a montagem da torta. Pique bem pequeno a linguiça, o frango e refogue com o azeite e a cebola até que fiquem douradinhos e bem cozidos. Tranfira o refogado para uma tigela grande e misture com os outros ingredientes deixando por último o molho de tomate. Ele que faz o recheio ficar úmido.
2. No liquidificador comece fazer a massa. Bata os ovos com o óleo até formar um líquido claro. Adicione o leite,  o queijo parmesão e o sal. Aos poucos acrescente a farinha com o liquidificador ligado (o meu tem uma tampinha que sai) e repare na consistência: a massa deve estar cremosa, mas não tanto como uma massa de bolo, um pouco mais fina. Por último acrescente o fermento.
3. Para montar: deite metade da massa na assadeira. Coloque o recheio aleatoriamente na assadeira com as mãos ou uma espátula. Não "amasse" o recheio na massa, simplesmente jogue por cima! rs A assadeira não vai ficar super mega coberta de recheio, senão a torta resseca. Aqui o que vale é a improvisação. Por último, salpique as rodelas dos ovos cozidos e cubra com o restante da massa. Asse em forno médio/alto por cerca de 40 minutos ou até que doure. A minha levou 50 minutos. Corte em quadradinhos, coma quente ou fria mesmo. Uma delícia!

Rend. 16 pedaços.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

London - with "Harry Potta accent"


Já que estou em falta na cozinha - ultimamente tenho mais feito Cupcakes do que outra coisa - resolvi fazer outro post de viagem. Ainda não dei minha opinião sobre todas as cidades que estive quando fiz um mochilão com minha irmã em 2007. E chegou a hora da cidade sede das Olimpíadas de 2012.

Bom, primeira verdade seja dita: eu detestei Londres. De todas as cidades que eu fui, sem dúvida a pior. Desculpem aqueles que vão pela primeira vez, mas acho que esperava tanto, tanto que foi um tanto decepcionante. Aliás minha primeira - e única impressão pois só fui uma vez - é idêntica a da Roberta, minha querida amiga Zoe. Pode conferir aqui!

Fora meu trauma por não conseguir tirar uma foto que prestasse na frente do Big Bang, mesmo passando por ele 5 vezes por dia. Depois desse mochilão só viajo com maquiagem. Cara de acabada nunca mais!

Cheguei com mochila e cara de a-ca-ba-da

London Eye
Dentro na London Eye

Vai parecer que eu colei o texto rsrsrs mas realmente não tem o que mudar. A cidade é cheia de gente, cheia de turistas, estrangeiros pra todos os lados, indianos, gregos, paquistaneses, japoneses... multidões, sempre. O que você quiser tem lá. Você acha que vai ouvir inglês o tempo inteiro, mas o que você menos ouve é o inglês. É um misto de culturas que incomoda. MESMO.

E aí não sei porque, pelo fato de você precisar ter dinheiro exato pro ônibus na mão pois não esperam você procurar na bolsa ou não dão troco, pelo fato de ter muita gente, e ser uma cidade extremamente grande (uma bela metrópole) por asism dizer, ser absurdamente cara, não ter uma comida típica (nem me venha com fish and chips) eu me senti super desconfortável. Olha que o tempo nem me incomodou - por incrível que pareça pegamos chuva acho que em 1 dia dos 4, e até tivemos céu azul) eu fiquei muito ressabiada. Acho que é mania de brasileiro de achar que vão roubar sua micro câmera em cada esquina. 




Covent Garden

O que fazer então? Calma tem coisas legais pra se fazer lá. Apesar de ser cara, em todos outros aspectos, a parte cultural de Londres é divina. Museus: tanto o British (com a famosa coleção egípcia) e a National Gallery na Trafalgar Square são de graça. Então aproveita se chover e se enfie num museu que você não paga! 

Se puder, ande mais de ônibus do que metrô. Lógico que é legal ouvir a mocinha dizer "Mind the gap" mas você se diverte andando por cima. É muito "iconic" entrar no ônibus vermelhinho de dois andares, perceber sim que todas as mãos são contrárias (eu achei que seria imperceptível pelo fato de não estar realmente no volante) e ter a impressão de que você está na contra mão o tempo inteiro e vai bater quando ele vira uma esquina.



London Bridge

Piccadilly Circus







Nosso melhor amigo, o mapa!

 E calma, você vai andar muuuuuito. Picadilly Circus, Oxford Street, mercado de Covent Garden, Tower Bridge, Big Bang e o Parlamento, Abadia de Westminister, Palácio de Buckingham com Troca da Guarda, Baker Street, Abbey Road (não fui!) sem falar nos vários parques lindos e cheio de joaninhas, o fofo Notting Hill com a Portobello Road, a Harrods a noite e mega iluminada e se quiser dá pra ir até Greenwitch tirar a clássica foto no Marco 0.

Também tente fazer (mais) programas de turistas como andar na London Eye (é uma facada, nas a vista vale todo o esforço) e ir assistir algum musical, visitar no  Madame Tousseaud - os dois últimos eu não conferi e me arrependo - e beber em um clássico Pub em Camdem Town. Afinal ninguém é de ferro. Se perca pela cidade - as ruinhas e casinhas são clássicas dos filmes. E pra quem estudou psicologia o Museu do Freud - a sua última residência antes de morrer - é imperdível.
 
Fazer umas comprinhas também desestressa: aproveitei e trouxe chaveirinhos e enfeitinhos de cabines telefônicas e ônibus, - falta só um globinho! -  tomei e trouxe muitos, muitos chás - afinal aqui é capital dos chás - comprei Hair Products muito em conta em redes de farmácias - mesmo com a libra -  fora os sabonetinhos, hidratantes maravilhosos e coisinhas para unhas da The Body Shop. Beeeeeeem mais legal que Victoria´s Secret!

Praça em frente ao Palácio de Buckingham

Troca da Guarda

Greenwich

Notting Hill

Pra conseguir jogar aqui e ali com a grana, eu priorizaria a localização do seu hotel/hostel. Eu e minha irmã ficamos do lado do Big Bang e podíamos ir a pé até ele. Ficamos no Astor Victoria e dentro da medida do que é um Hostel cheio em uma cidade grande, até que não foi ruim. Com café incluso, pegamos um quarto com 6 garotas, alta rotatividade - teve meninas que dormiam uma noite somente - banheiro coletivo com o andar e boa ué! Andávamos o dia todo, a  noite passávamos no supermercado e comíamos algo na cozinha do hostel. Era muito legal ver outros jovens cozinhando e se divertindo fazendo comida. Hoje eu iria pilotar o fogão sem problemas ao invés de comida-microondas.

Pra isso tudo eu recomendaria pelo menos 4 dias na capital inglesa. E praqueles encucados com a libra, a não ser que você for só para Londres, faça que nem eu, deixe pra trocar o euro por libra LÁ. Troquei no aeroporto mesmo e compensa. Calculamos 200 euros cada uma e ainda sobrou £50,00 que trocamos mais tarde por Coroas Tchecas em Praga. Ufa!

Me arrependo: não passei na King´s Cross Station, que já tem o marco "Plataform 9 3/4" mas o sotaque harrypotteriano já me contagiou no primeiro dia. E como é lindo esse sotaque... é no fim, no fim gostaria de voltar. Pra tirar esse incômodo inicial e falar mais um pouquinho "with Harry PottA accent".

Xoxo

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Como prometido: aventuras de carro na lua de mel





(Obs: as fotos serão repostadas em breve)




Boa tarde!
Confesso que estive um pouco sem pique pra escrever essa semana, mas pra não deixar vocês sem nada, resolvi contar mais um pouco da nossa Lua de Mel, contar as nossas aventuras com nosso carro!

Ganhamos a locação dele de presente de um amigo do meu pai que adoraria ter vindo pro casamento - ele é Belga - mas não pôde. E quando dissemos que íamos passar a Lua de Mel por lá, ele já reservou uma Mercedez pra gente. Bom, pelas fotos aí de baixo vocês já viram que não pegamos a Mercedez e sim, um Audi.





Ficaríamos em Roma a pé - até porque é im-pos-sí-vel andar lá de carro e depois no último dia, pegaríamos o carro e seguiríamos viagem. Deu tudo certo, mesmo com o lance da "CNH internacional", conseguimos pegar o carro com a nossa CNH mesmo. Até hoje não entendi o rolo que o amigo do meu pai fez pra tentar emitir essa habilitação pois encontramos outro casal brasileiro e eles disseram que pegaram a deles em 1 dia. Enfim. Não tinham a Mercedes, e nos deram "um similar" um Audi A4 maravilhoso com GPS (em português!!) acoplado! Lá se foram alguns euros perdidos no nosso mapa comprado da Itália. Mas tudo bem. Entre um câmbio automático - da Mercedes - e um GPS num carro com marchas, definitivamente o GPS!


 Saindo de Roma, felizes da vida com nosso carrinho!


 Adorei a carinha do Gio no retrovisor!




Antes que vocês perguntem: não eu não dirigi. Não consigo fazer isso aqui, muito menos lá!
Fiquei responsável de manter o Gio acordado todo o trajeto. Dormi muito, muito pouco, só quando não dava mais. Aprendi a me maquiar no carro! Afinal, sou meio demorada pra me arrumar, e o trauma das minhas péssimas fotos sem maquiagem e com cara de doente no mochilão com minha irmã, fez com que eu decidisse: não, ficar sem maquiagem NÃO era uma opção.


Saímos de Roma e fomos pra Assis e depois Siena e todas as cidades desse post aqui. Chegamos em Florença a noite, e pagamos uma fortuna por uma diária no estacionamento - 27 euros. Aff. Depois conseguimos parar em um bem mais barato o per noite (acho que pagamos 15, 18 euros) e ainda andávamos um pouco pela cidade até chegar ao hotel. Contar sobre Florença é outro post, afinal ela foi a cidade que menos gostei da viagem toda. Depois de passar por Veneza e Verona, a nossa aventura começou mesmo indo pra Suíça.



Dirigir na Itália é muito fácil. O problema são os parcheggios, a parte de estacionar mesmo. Como todas são cidades milenares, principalmente Roma e Florença vai, que cresceram muito, elas não comportam o número de carros como se fosse o Brasil por exemplo. Não tem espaço devido as muralhas e ruínas por aí. O motivo de existir muita motoca e Smarts, Cinquecentos, Mini Coopers. São carros minúsculos e você pode parar onde couber. Mas isso não quer dizer que você não pague. Toda rua em Roma tem um parquímetro pra você pagar pela vaga. E se não, tem uma placa indicando que só pode estacionar residente. Se você mora naquela rua, seu carro tem uma identificação e você pode parar lá. Ótimo pra eles, uma zona pro resto dos mortais com carro. As placas são diferentes das daqui. Mas conforme você acostuma, você acaba deduzindo o significado delas.


Ambas fotos no Parcheggio em Florença.


 Seguindo pra Venezia!


Não tivemos nenhum problema na autoestrada, até os pedágios lá são bem melhores que os
daqui, pois você paga por trecho e pode usar o cartão! Rápido e prático.

Chegando na Suíça, paramos em um Hotelzinho em Stans pra descansar pois passamos o dia viajando. A cidade é uma graça, aquela cara de cidade suíça muito hospitaleira e charmosa. Contarei mais no post da Suíça mesmo, pois essa parada foi muito engraçada! Deixarei vocês curiosos. Montamos nosso roteiro... peguei o nosso guia da europa e o sonho do Gio era conhecer o Neuschwainstein. Dei uma olhada no mapa do GPS e... 300km! Aqui no Brasil 300km nós vamos pra praia! Beleza. Vamos? Vamos! Mas lá eram 6h... ah tudo bem!


 Começamos: saímos de Stans e de lá seguimos pra Interlaken, e fomos procurar alguma montanha (alpes) para subir. Ai como fazia frio! E como eu adoro frio! Subimos, subimos e subimos no Jungfrau paramos pra tirar foto na neve e tudo mais! E a temperatura no painel do carro, caindo, caindo, caindo. 0°C! Parecíamos duas crianças e foi uma delícia! De lá começamos o caminho sentido Schwangau (chamávamos de "shimingau") que era a cidade perto do castelo. E anda, anda, anda passando por cidadezinhas e vilarejos a coisa mais linda.
Passamos também dentro de uma montanha, com um trem que leva carros até o outro lado, esse Realp aí em baixo e a primeira foto do post com cara de "yeeeeh" vamos nos aventurar nessa "balsa" terrestre!








 Beleza. Chegou uma hora - tínhamos passado por Liechtenstein, e achamos que estávamos perdidinhos. Bom, chega. Estava esgotada, fazia frio, chuviscando e queria uma cama! Paramos numa cidade que não fazíamos idéia da onde era. Depois a muito custo, descobrimos que era Lingenau na Áustria. Fomos em um hotel, maior mas que estava cheio por ser algum encontro de alguma coisa, e aí fomos no hotel do lado. Um hotel familiar com um casal mais velho tomando conta. A coisa mais fofa do mundo! Não falavam muito inglês, a diária era barata e fomos dormir tranquilos. Chuveiro bom, aquecedor ótimo, bem aconchegante!

Acordamos. Ah, nem tava tão frio assim! Vamos tomar café. Descendo a escada, olhei pra janela. Bom, a foto aí de baixo foi a nossa vista....


oO


Neveeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!!!
Sim, muita neveeeeeeeeeeeeeeeeeeeee igual Natal!!!!! A gente nem acreditava... ríamos que nem dois idiotas!!! E eu achando que estava calor por causa do aquecedor!!! Vimos essa vista e corremos pro quarto pegar agasalhos... e pra sair?
Porque neve + carro = dirigir na neve! Xiiiiiiiiiiiii. Foi um sufoco pro Gio. Pegamos uma bela nevasca. Paisagens de tirar meu fôlego! E mais aventuras pois o nisso carro... bom, as fotos tão aí! Quase desistimos de ir pro Castelo, mas faltavam só 2h e fomos persistentes! Tivemos mais momentos engraçados pois toda vez que achávamos que a nevasca passou, cruzavam na direção contrária a nossa carros com mais neve no capô e no teto! Socorro!


 Olha ele lá, abandonado ao frio tadinho!


 E assim os encontramos...

 
 E assim, limpamos - eu ajudei o Gio mas ele não bateu foto!


 E essa era nossa vista na estrada...


 Assim, no meio do nada!


Foi aí que fuçando no GPS descobrimos que tem o caminho mais curto e o mais rápido. O mais curto era o que estávamos fazendo até agora e ele ia cortando caminho por micro cidades e estradinhas e vilarejos. Lindo! Mas agora precisávamos de tempo e selecionamos o mais rápido pra pegar alguma auto-estrada e chegar ASAP no castelo! Deu certo.  Ele é lindo. Divino. E tivemos o tour com um guia pra lá de doidão de ácido ou com TOC, sei lá. O cara dava medo! Mas o Gio amou. Eu amei. Mesmo tendo que andar na chuva até chegar nele. Valeu cada metro, cada centavo!


 Falei que eu me maquiava no carro!


 Tchau carrinho!


E o nosso tour de carro chega ao fim. Não tinha mais neve, agora sol e calor. Voltamos correndo pra pegar o vôo em Milão pra Barcelona - dorminos em Lugano a cidade mais rica da Suíça acho, pois tudo era uma fortuna e tinha até mais Ferrarris do que na Itália! Entregamos o carro - ninguém confere nada, achei um absurdo, não tinha ninguém no Parcheggio da Sixt no aeroporto de Milão. 

Mas 3 meses depois recebemos uma multa! Não faço idéia porque, mas cobraram no cartão, foi em Florença - isso que a gente parou sempre em estacionamentos... sei lá. Vem em italiano e eu não entendi nada! 

Enfim, aventuras são assim! Cheia de coisas pra contar! Espero que tenham gostado!
Beijos

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Há 1 ano atrás: eu estava passeando por Assis, Siena, Pisa e San Gimignano


Vista de Assis

Olá! Bom, estou meio atrasada no meu roteiro de Lua de Mel, mas vamos lá. Essa altura do campeonato - na data de hoje especificamente eu já tava indo pra Barcelona mas tudo bem. Quero passar o antes! Pode?

Saímos de Roma dia 10 e seguimos em direção a Florença de carro, num lindo Audi chiquérrimo A4 acho- pois não me lembro mais! Nosso hotel "base" era em Florença mesmo mas de lá iamos pra várias cidadezinhas próximas. No caminho da ida passamos primeiro por Assis e depois Siena, e 2 dias depois Pisa e San Gimignano. Vou fazer um post só pois são cidades que literalmente passamos, não dormimos lá. Então, dos dias 10 a 13 estávamos no centro da Itália praticamente. Dia 13 seguimos pra Veneza.

Assis

     Escadas e mais escadas em Assis.

Não sei se todo mundo sabe que eu amo animais, não sou católica, apesar de ter estudado em uma escola bem católica, sou mais espírita vai, mas sou um pouco "devota" de São Francisco de Assis. Não acredito muito nessa parte de santificar qualquer coisa como a Igreja católica faz, nem de substituir sua crença em Deus por outros considerados semi-deuses ou santos mesmo, o que os evangélicos pregam já que não acreditam em santos, mas acredito em pessoas especiais e acredito que São Francisco foi uma delas e ele é conhecido justamente por ser patrono dos animais e da natureza. E o dia dele é 04.10 dia do meu niver de namoro! No wikipedia tem um texto muito bom - e muito longo - contando a vida dele.

                                                                          Mural e padaria.

A cidade é linda!!! Pra quem gosta de medieval, ela é riquíssima nisso. Ruas de pedra, casinhas antigas, muralhas... simplesmente linda! Foi uma delícia se perder ali, ir na Basílica de São Francisco, conhecer o túmulo dele, foi muito especial pra mim! Das 4 cidadezinhas foi a que eu mais gostei. Até teve uma amiga minha que ia passar 2 dias nela, e disse que não era necessário pois ela é minúscula! Passamos horas agradáveis - mesmo com o frio chegando - tomamos um café numa padaria linda, gastei toda minha energia subindo escadas de pedra e me perdendo em vilas onde você via o cotidiano... carros estacionados, roupas no varal, grama verde. E vi também outra noiva, batendo fotos com os padrinhos e convidados na frente de uma igreja! Que lindo! E é uma cidade alta, tipo num morro. Você estaciona o carro e sobe, sobe sobe, sobe. Tinha uma escada rolante inclinadíssima pra ajudar! E aí você anda, anda muito! A Basílica dele é bem longinha. Mas vale muito a pena. Eu saí de lá revigoradíssima e com um São Francisco grandão na mala!
 

Basílica de São Francisco de Assis.


Estátua em homenagem ao retorno dele.


Até uma dica para comprar os santinhos... na cidade mesmo tudo era muito caro e na volta, na frente do estacionamento tinham várias "banquinhas" com todos os souvenirs possíveis e bem mais barato. Acho que paguei uns 10 euros no máximo no meu "santão" enquanto a maioria, dos menores era mais caro que isso nas lojinhas normais ao longo da cidade.


Siena

Piazza del Campo, Siena


Fonte Gala, na Piazza del Campo


Essa cidade deu um pouco de trabalho. As leis de trânsito italianas são muito chatas principalmente quando envolvem carro x cidade medieval x estacionamento. Ou seja, todo lugar é assim com estacionamento pago e não pode parar na rua.
Demoramos um pouco pra estacionar e o fim da tarde estava chegando e a chuva também...
Era sábado e reparamos em vários detalhes do cotidiano deles. A cidade também é pequena e passamos nas ruas principais onde tem muito comércio, lojinhas de roupas e ... gente jovem! Me senti como as adolescentes que estavam lá com as  amigas, em rodinha, paquerando a outra rodinha cheia e meninos! Todos moderninhos! E quem disse que italiano é fácil, não ouviu eles conversando. É igual grego, você não entende niente!


Ainda na Piazza del Campo  e na fente do Duomo, uma das principais igrejas de Siena
                                                 

Visitamos dois pontos turísticos famosos: uma praça, em formato de concha, a Piazza del Campo onde todo ano em 12 de julho e 16 de agosto occorem uma das tradições da cidade desde a Idade Média: uma corrida de cavalos em três voltas, é disputada por 10 cavaleiros em roupas medievais. O Gio me contou e tem  no guia também. Depois, fomos no Duomo, principal igreja da cidade e ficamos maravilhados. Não reparem que 1) na Itália tem muita, muita, muita igreja e catedrais. 2) Várias delas tem o mesmo nome, como Duomo! O Gio diz que é a mais bonita de todas - mas pra mim a mais linda ainda é a Catedral da St. Eulália de Barcelona. Preciso fazer outro TopTop.
O chão era inteiro de mármore, todo trabalhado com vários desenhos contando várias histórias, mitos e lendas. Das fotos, selecionei essa de baixo com o famoso conto de Rômulo, Remo e a loba. Também tinha um órgão espetacular e ficamos de queixo caído! Não reparem só na qualidade dessas fotos, tava escuro, não queríamos bater com flash, então saiu o que saiu.





Na volta, nos perdemos mas foi tudo divertido. Os meus pontos de referência eram lojas! hahahaha Sabia que loja tinha ou não tinha visto! E assim, como João e Maria, conseguimos voltar pro carro sãos e salvos e seguir para o nosso QG em Florença, que fica para um post único.

Pisa



Pisa é do ladinho de Florença e decidimos ir passear por lá e tirar foto da famosa torre inclinada. Foi bem bate e volta, fomos e seguimos pra San Gimignano depois. Mesmo com tempo nublado, um pouco de chuva a ponto de comprar um guarda chuva, adoramos.

A torre é linda, a praça é linda e no verão deve ser uma delícia fazer piqueniques ao redor dela. Recomendo muito passar pela cidade!




Não tenho muito mesmo o que falar de Pisa, mas tenho aventuras com nosso carro pelo caminho... isso ainda vai render um post!

Primeiro: fomos achando que os italianos eram mais chatos do que o de costume e exigiam uma CNH internacional. Toda agência recomenda, mas a gente se enrolou com um probleminha na carteira cassada do Gio e não deu, não conseguimos fazer, e eu não dirijo, então era um problema pois sem carro, nada de viagem. Bom, sem carro iríamos atrás de passagens de trem na pior das hipóteses. Mas isso graças a Deus não aconteceu. Pegamos o carro, com a CNH normal e não falaram nadinha! Então assim, não acho que eles exijam mesmo... a CNH internacional é recomendada se você for morar lá, acredito eu. Mas não fomos parados por ninguém e não aconteceu nada!




Estávamos com GPS e vira e mexe a "portuga" nos mandava para estradinhas e vilazinhas... Foi tudo lindo, mas demoramos mais pra chegar em San Gimignano por causa do GPS. Ou a rua tinha feira, ou parava numa fazenda no meio da estrada... mas era muito engraçado!!! Valeu cada momento!

San Gimignano

 Deserto no meio da Itália.

É a cidade mais deserta do mundo! Pelo fato de termos nos perdido, chegamos um pouco tarde e um temporal estava a se formar. Todo mundo correu pras suas casas, restaurantes etc e a cidade ficou va-zi-a! Me senti numa cidade fantasma, muito legal! Ainda mais com as muralhas, ruínas e tudo o que San Gimignano tem a oferecer como uma cidade medieval, pequena!

Sessão guarda-chuvas.

O episódio do dia foi correr para um restaurantezinho chamado Locanda di Sant´Agostino (tenho o cartão guardado por isso sei o nome!) pra fugir da chuva. Caiu o mundo e acabou a força por uma meia hora e almoçamos a luz de velas! Achei mega romântico. E aí nesse rolo todo, conhecemos um senhorzinho, que era a cara do Jim Broadbent e estava lá de férias pela milionésima vez e amando. Ele era inglês - super educado e adorando puxar papo diferente dos italianos mau-humorados e grossos. Como foi bom conversar com ele! Adorava escrever cartões postais, escrever mesmo, com todos os detalhes para os amigos, não só um "olha estou me divertindo e lembrei de você!" Um fofo.



De lá, passeamos mais um pouco e seguimos de volta pro QG dormir um pouco, estávamos mortos!

Um beijo e até a próxima!

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Heißen Sie Willkommen zu Berlim

Portal de Brandenburg


Faz tempo que não passo algum destino por aqui. E resolvi voltar com um lugar diferente...
Traduzindo o título: Bem vindos a ...

Berlim. Ah, Berlim. Não sei se é um dos destinos europeus mais procurados, mas deveria ser. Tanto pela sua história como pela hospitalidade, comida e paisagens. Berlim é linda. Me surpreendeu muito. 4 dias de emoções diversas: desde alegria e estupefação de ver o Muro de Berlim na sua frente até angústia e raiva justamente por causa do mesmo Muro e como a história se escreveu (um parênteses aqui: assistam Bastardos Inglórios, pra mim o melhor filme sobre o nazismo e com o um final digno de dar pulos de alegria! Quem dera tivesse sido assim?)

Fui para Berlim em 2007 no mochilão que fiz com minha irmã e lembro de quando estávamos decidindo as capitais essa definitivamente tinha que entrar. Tínha muita história envolvida mesmo de família e o que aquele lugar representava.

Eu, minha irmã, minha conjuntivite e a mochila dela.


A antiga Torre de Rádio.

E chegamos. À noite, cansadas, pegamos o S-Bahn do Aeroporto e depois o U-Bahn. O S é um trem que passa nos aeroportos e estações de trem e o U é o underground. Fiquei em um albergue, pra mim o melhor albergue da viagem toda, o JetPak Hostel. Ótima localização, do lado do metrô, limpinho, tranquilo, cama boa, água quente e com convidados especiais afinal conheci um grupo de 3 brasileiros e nos falamos até hoje. Cariocas eXXpertos.


Botero. And me.


Passear por Berlim é maravilhoso. Dos pontos turísticos que você não pode deixar de ver estão: a antiga Torre de Rádio, o Portal de Brandenburg, a parte do Muro que é grafitada lá do lado Oriental - tem 3 partes diferentes do muro espalhadas e essa é a mais legal. A antiga igreja Kaiser Wilhelm qualquer-coisa que só sobrou a torre depois de um bombardeio, também bem central e com várias lojinhas na frente pra conhecer. Andar horas a fio pela Unter den Linden... o Berliner Dom que quando fui tinha uma exposição de esculturas do Botero, lindas e de graça espalhadas pelo jardim. E o antigo se une ao moderno na Alexander Platz com prédios modernos, cinema 3-D e muita tegnologia! E uma girafa gigante de Leggo!

East Side Gallery ou a parte grafitada do muro.


Our room!

A comida alemã é muito boa e muito barata. Se você está passando por muitos períodos a fast food, indico tirar a barriga da miséria aqui. Carnes, batatas, salsichas e mostrada. Muito muito saboroso e não é nada caro. Quando eu digo que não é caro, é equivalente ao preço de pratos que você come fora aqui... bem servidos e divinos.

Dos passeios a noite, como estávamos em grupo saímos para um Pub Crowl - onde pagamos 10 euros para conhecer acho que 6 bares e 1 boate. Recomendo se você é jovem e gosta de uma baladinha. Foi divertido, mas como não bebo muito, valeu por ouvir Franz Ferdinand e outras rock bands que adoro, porque ver o povo se acabando de beber... aff. Eu. Acho. Ridículo. Enfim. C´est la vie - deveria aprender essa frase em alemão!

Alexander Platz.

Weinerei.


Outro programa que recomendo - e esse foi bem mais legal e indicado por uma amiga - é conhecer a Weinerei. É uma casa de vinhos onde você paga 1 euro e pega a sua tacinha, bebe o quanto você agüentar, à vontade, come de um buffet preparado por eles, à vontade e no final da noite você paga o quanto você acha que a noite valeu. Pelo que entendi, tinha que reservar antes e tinha 3 casas Weinerei uma perto da outra. A que eu fui eu ACHO que foi a Frarosa. Mas não me lembro mais. É com hora marcada, das 20h às 0:00h. Muito legal pra ir conhecer uma galera nova. Pessoas sentavam do nosso lado, de boa!

Museu? Fui no Pergammon, mas acho que tem coisas mais interessantes pela cidade. Achei legal, se você tiver tempo, mas não achei a 8a maravilha do mundo.

A hospitalidade alemã é outra coisa que me surpreendeu. Ao contrário dos italianos, e da sua fama, os alemães são bem solícitos. Pelo menos comigo foram. Fofos, simpáticos, mesmo sem falarem inglês. Nos perdemos várias vezes e não tivemos problemas em nos localizarmos com a ajuda deles. Danke!

Indico para mais informações esse site, muito bom!

Kaiser whatever.


Outono... AMO!


E pra finalizar a parte "ruim" de Berlim. Nazismo. Em uma das partes do muro, tinha uma exposição sobre Hitler e seu império e saímos de lá com dor de estômago. Energia muito pesada. Tinha áudio de comícios, encontros e transmissões de rádio da época, com tradução no painel em inglês. Das decisões dos judeus. De como os transportavam as escondidas para os campos através de túneis subterrâneos. Como o muro foi contruído em pouquíssimo tempo em uma madrugada, e dividiu a cidade inteira. Passava na frente do Portal de Brandenburgo - que tem uma vista maravilhosa no outono com folhas por todos os lados.

E por último, não caiam nas fajutas lojinhas de souvenirs que até hoje vendem "pedaços" do muro. Aham. E antes de entrar em qualquer U-Bahn ou S-Bahn não esqueça de validar seu ticket em uma maquininha com um tipo de carimbo automático posicionada na plataforma. Se não: multa. Em euros. Ui!

Beijos.